Plantar seu próprio alimento é revolucionário

Plantar seu próprio alimento é revolucionário

“O que vocês fazem?” é a pergunta que o Leonardo e o Eduardo mais escutam. Para eles, o Raiz Urbana é um misto de movimento social com iniciativa de empreendedorismo social. De um modo geral, os guris do Raiz promovem atividades que incentivam a produção de alimentos no ambiente urbano. Para tornar isso acessível, desenvolvem projetos de agricultura urbana nos bairros mais centrais e nas periferias, que geralmente concentram as populações de baixa renda e também as famílias que mantém atividades agrícolas, integrando os chamados “cinturões verdes”.

A força que move o Léo, Rafa, Fausto, Rossano (e muitas outras pessoas!) é a vontade de mudança, um sentimento muito presente nos movimentos sociais espalhados por todo o planeta. O Raiz Urbana está conectado a muitos ativistas da Ecologia, Agricultura Familiar, Sustentabilidade, luta contra os Agrotóxicos, Permacultura e Resiliência Alimentar.

Mais uma vez, a educação ambiental surge como principal potência para promover mudanças e quebras de paradigmas, principalmente direcionada às crianças, que acabam influenciando positivamente seus familiares para criarem hábitos saudáveis básicos como separar o lixo, plantar temperos e comprar alimentos sem veneno. Ações mais enérgicas também são fortes aliadas. A chance de “botar a mão na massa” sempre atrai muita gente, como é o caso dos mutirões organizados pelo Raiz para construção de hortas urbanas em escolas, praças, terrenos vazios e condomínios.

Além disso, os guris trabalham constantemente na militância em fóruns de discussão de âmbito mais político e de políticas públicas, onde são criadas e remodeladas as legislações que muitas vezes determinam o futuro de áreas verdes dos bairros e as possibilidades dos cidadãos em intervir, seja criando hortas comunitárias ou mesmo criando “corredores” verdes para a biodiversidade da cidade. Essa atuação também se estende ao ambiente acadêmico, fomentando a discussão entre os estudantes universitários, professores e pesquisadores.

Para gerar renda para a dupla, entra o empreendedorismo social. Eles organizam as demandas de serviços e necessidades de cada ação, de modo que sejam atividades economicamente viáveis para seus clientes e economicamente sustentáveis para os técnicos prestadores de serviço, organizados de maneira horizontal, diferente de empresas tradicionais.

Em seis anos de atuação, a tarefa do Raíz Urbana é contemplar todas estas variáveis da equação e promover um despertar dos sujeitos urbanos, de maneira que as pessoas entendam seus papéis dentro da cadeia produtiva de alimentos.

Um grupo de trabalho como o Raiz Urbana, organizado de maneira horizontal, transdisciplinar e que atua no segmento da inovação social, enfrenta muitos desafios para implementar projetos. Depois de facilitar workshops e mutirões, hoje eles encontraram um padrão: atividades de “mão na massa” é a melhor aposta, com grande poder de atração. É justamente o ato de provocar mudança de hábitos que melhor descreve o trabalho deles.

O Léo e o Edu focam em processos pedagógicos ligados à complexidade da cadeia produtiva de alimentos dos ambientes urbanos, e como as pessoas comuns, habitantes das cidades, podem ajudar de maneira ativa na busca pela sustentabilidade urbana. “Passamos, então, a não mais simplesmente ‘vender’ produtos de hortas para escolas, condomínios ou associações de bairros, ao menos não sem um pacote completo que contempla uma série de ferramentas e dinâmicas de criação de comunidade, algo essencial para promover os cuidados necessários para a manutenção dos projetos finais de hortas e composteiras.  Estes novos desenhos de serviços deixam claro que não basta ter a horta ou composteira construída, é necessário desenvolver um engajamento e profunda participação da comunidade implicada diretamente com estes benefícios” nos explicou o Leonardo, durante um papo sobre o trabalho do Raiz.

Foi através disso que a frustração de ver hortas e composteiras abandonadas deixou de existir. Desde o início do processo, são apresentadas as lógicas de manutenção e as maneiras de distribuição de trabalho, sempre de modo leve e lúdico, envolvendo todas as pessoas, de todas as idades, seja junto ao conteúdo programático das escolas ou dentro das dinâmicas de cada condomínio ou bairro.

“O aprendizado mais importante foi o de usarmos a ‘mão na massa’ pra inspirar e convidar toda a comunidade, mas que o verdadeiro trabalho é contínuo e que depende de comprometimento, carinho e atenção para alcançar objetivos mais duradouros”, completou o Léo.

Estamos construindo hortas urbanas através do projeto Ferramentas Que Fazem. Agora, é a vez do Raiz Urbana nos ajudar nessa missão. Enviamos ferramentas Tramontina para eles fazerem bonito. Dessa vez, vamos revitalizar a horta de uma escola pública de Porto Alegre. O resultado promete ficar incrível.

Para não perder nem um momento dessa história, acompanhe o projeto nas nossas redes. Para conhecer ainda mais o trabalho do Raiz Urbana, acesse a página deles no Facebook

A hora de se reaproximar da natureza é agora. Vamos juntos?

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